Das perdas inevitáveis as que provoquei
As que me escolheram e as que escolhí
As que ainda não aceito e as que já aceitei
Gente que pra mim morreu ou gente pra quem eu morri
Uma hora marcada, uma dor que não passa, o melhor da festa
Uma consulta dentária, o encanto do início, uma pessoa bacana
Todo o resto que escapou de mim e pra não voltar mais
O beijo não dado, o palavrão, uma doença
E tudo aquilo que a perda não perdoou
Pior que a perda, só perda com culpa
Ou, em outro caso, a perda pura
Pra quem não sabe perder.
Nenhum comentário:
Postar um comentário